É uma viagem pela História de ontem e de hoje. Fala dos cruzados, cita aspectos da mitologia grega, hebraica e a Epopéia de Gilgamesh. Relata fatos relacionados a grandes personagens da cultura árabe e islâmica, esclarece por que liberdade e propriedade são incompatíveis e por que Deus criou a alaúde. Fala da relação entre a flauta e o paraíso e de um livro sem começo ou fim cujas letras tinham vida própria. São histórias contadas ao redor do fogo nas noites frias do deserto, onde nasceu o Cavalo de Allah e onde, ainda hoje, santos peregrinam pelas areias salvando vidas. O leitor vai acompanhar beduínos e imazighin, que os ocidentais denominam erradamente de berberes.
O deserto é o berço das parábolas, dos provérbios e das metáforas. São inúmeras as lições que ele ensina. Aprende-se por exemplo, que o ser não tem limite. É uma essência Circunstancial. E que a verdadeira dimensão da insignificância humana vai além da própria humanidade. Ali, as vozes do passado advertem: é preciso descobrir a liguagem do Universo.