A viagem do padre Renzo Rossi pelas prisões brasileiras foi um exercício de amor e dor, de terror.
Ele mergulhou num mundo de histórias cheias de sofrimento. Viu a morte, a tortura, o desespero, homens e mulheres e crianças submetidas a uma ditadura cruel, que não conhecia limites. Seguiu Cristo na atitude de visitar a quem dele precisasse, em estar ao lado dos que tinham sede e fome de justiça. O leitor há de perceber um personagem cuja grandeza era a solidariedade quase anônima e que, por isso, em muitos momentos não é ele o protagonista principal: as histórias que acompanhou, quase viveu, registrou, ocupam o centro da cena. Depois deste livro, ao se falar da ditadura, de prisioneiros políticos, da anistia, há de se falar de padre Renzo.